Soy, soy lo que dejaron, Soy las sobras de lo que te robaron,
Un pueblo escondido en la cima, Mi piel es de cuero por eso aguata cualquier clima,
Soy una fábrica de humo, Mano de obra campesina para tu consumo,
En el medio del verano, El amor en los tiempos del cólera,
Mi hermano!
Soy el que nace y el día que muere, Con los mejores atardeceres,
Soy el desarrollo en carne viva, Un discurso sin saliva,
Las caras más bonitas que he conocido, Soy la fotografía de un desaparecido,
La sangre dentro de tus venas, Soy un pedazo de tierra que vale la pena,
Una canasta con frijoles.
Soy Maradona contra Inglaterra Anotándole dos goles.
Soy lo que sostiene mi bandera, La espina dorsal de mi planeta, en mi cordillera.
Soy lo que me enseño mi padre, El que no quiere a su patria no quiere a su madre.
Soy América Latina un pueblo sin piernas pero que camina.
Tú no puedes comprar al viento,
Tú no puedes comprar al sol
Tú no puedes comprar la lluvia,
Tú no puedes comprar al calor.
Tú no puedes comprar las nubes,
Tú no puedes comprar mi alegría,
Tú no puedes comprar mis dolores.
Tengo los lagos, tengo los ríos, Tengo mis dientes pa cuando me sonrío,
La nieve que maquilla mis montañas, Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña,
Un desierto embriagado con pellotes, Un trago de pulque para cantar con los coyotes,
Todo lo que necesito!
Tengo a mis pulmones respirando azul clarito,
La altura que sofoca, Soy las muelas de mi boca mascando coca,
El otoño con sus hojas desmayadas, Los versos escritos bajo las noches estrelladas,
Una viña repleta de uvas, Un cañaveral bajo el sol en cuba,
Soy el mar Caribe que vigila las casitas, Haciendo rituales de agua bendita,
El viento que peina mi cabello, Soy todos los santos que cuelgan de mi cuello,
El jugo de mi lucha no es artificial porque el abono de mi tierra es natural.
Vamos caminando, vamos dibujando el camino!
Trabajo bruto pero con orgullo, Aquí se comparte lo mío es tuyo,
Este pueblo no se ahoga con marullos, Y si se derrumba yo lo reconstruyo,
Tampoco pestañeo cuando te miro, Para que te recuerdes de mi apellido,
La operación cóndor invadiendo mi nido, Perdono pero nunca olvido, oye!
Vamos caminado, aquí se respira lucha.
Vamos caminando, yo canto porque se escucha.
Vamos caminando, aquí estamos de pie.
Que viva Latinoamérica.
No puedes comprar mi vida!
(Gracias a Andrea L. por esta letra)
Sou, sou o que deixaram, Sou as sobras do que te roubaram,
Um povo escondido no topo, Minha pele é de couro por isso aguenta qualquer clima,
Sou uma fábrica de fumaça, Mão de obra camponesa para teu consumo,
No meio do verão, O amor nos tempos do cólera,
Meu irmão!
Sou o que nasce e o dia que morre, Com os melhores entardeceres,
Sou o desenvolvimento em carne viva, Um discurso sem saliva,
Os rostos mais bonitos que conheci, Sou a fotografia de um desaparecido,
O sangue dentro de tuas veias, Sou um pedaço de terra que vale a pena,
Um cesto com feijões.
Sou Maradona contra Inglaterra marcando dois gols.
Sou o que sustenta minha bandeira, A espinha dorsal do meu planeta, em minha cordilheira.
Sou o que meu pai me ensinou, Quem não ama sua pátria não ama sua mãe.
Sou América Latina um povo sem pernas mas que caminha.
Você não pode comprar o vento,
Você não pode comprar o sol
Você não pode comprar a chuva,
Você não pode comprar o calor.
Você não pode comprar as nuvens,
Você não pode comprar minha alegria,
Você não pode comprar minhas dores.
Tenho os lagos, tenho os rios, Tenho meus dentes pra quando eu sorrio,
A neve que maquia minhas montanhas, Tenho o sol que me seca e a chuva que me banha,
Um deserto embriagado com peyotes, Um trago de pulque para cantar com os coiotes,
Tudo o que preciso!
Tenho meus pulmões respirando azul clarinho,
A altura que sufoca, Sou os dentes da minha boca mascando coca,
O outono com suas folhas desmaiadas, Os versos escritos sob as noites estreladas,
Uma vinha repleta de uvas, Um canavial sob o sol em cuba,
Sou o mar Caribe que vigia as casinhas, Fazendo rituais de água benta,
O vento que penteia meu cabelo, Sou todos os santos que pendem do meu pescoço,
O suco da minha luta não é artificial porque o adubo da minha terra é natural.
Vamos caminhando, vamos desenhando o caminho!
Trabalho bruto mas com orgulho, Aqui se compartilha o meu é teu,
Esse povo não se afoga com marolas, E se desmorona eu o reconstruo,
Também não pestanejo quando te olho, Para que te lembres do meu sobrenome,
A operação condor invadindo meu ninho, Perdoo mas nunca esqueço, ouça!
Vamos caminhando, aqui se respira luta.
Vamos caminhando, eu canto porque se escuta.
Vamos caminhando, aqui estamos de pé.
Que viva Latinoamérica.
Você não pode comprar minha vida!